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A conversão de Leon Tolstoi

José Maria Zavala- 9 agosto 2012-religionenlibertad.com

Não há melhor elogio para um escritor profissional como eu que ser a “pluma do Espírito Santo”. Desse modo me “batizou” um sacerdote, após ler sucessivamente os livros “Padre Pio” e “Assim se vence o demônio”.

Apesar de ser autor de uma trezena de títulos sobre a Guerra Civil espanhola, os Bourbons ou temas de atualidade, e ter exercido o jornalismo durante mais de vinte anos nas redações de ‘El Mundo’, ‘Expansión o Capital’, não existe privilégio nem satisfação maior que se converter em instrumento, ainda que miserável, de Nosso Senhor Jesus Cristo pondo a pleno rendimento o dom da escrita que Ele me deu.

Escrever as duas obras que acabo de citar, além de ‘Las apariciones de El Escorial’, e dar palestras e conferências em uma multidão de paróquias me serviu para tentar ser melhor pessoa e, sobretudo, para ajudar aos demais a descobrir ou redescobrir ao Senhor.
São incontáveis os testemunhos de conversões e ou curas que, por intercessão de São Pio de Pietrelcina, sigo recebendo pelo e-mail de minha página http://www.josemariazavala.com de pessoas de todos os cantos da Espanha e de outros muitos do estrangeiro.

Em minha vida há um antes e um depois do aparecimento nela do Padre Pio. Desde então, frequento os Sacramentos, em especial a Eucaristia e a Penitência, e rezo todo dia o Santo Rosário. A devoção ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria são fontes seguras para caminhar por esta sociedade que renega Jesus.

Deus quer encher agora com letra clara as mensagens deste humilde blog.

Leon Tolstoi, um dos grandes novelistas de todos os tempos, confessava no princípio de sua existência: “Minha vida é uma piada estúpida e cruel que alguém tenha passado”.

A profunda inquietação do autor de Guerra y Paz, após percorrer inutilmente os bosques do conhecimento humano (ciências, filosofia e artes) em busca de uma explicação para sua existência, ao ponto que esteve de conduzi-lo inexoravelmente ao suicídio no zênite de sua vida, quando já era rico e célebre em todo o mundo.

Uma antiga fábula oriental contava a odisseia de um viajante ameaçado na estepe por uma besta furibunda. Para escapar dela, o homem saltou em um poço e conseguiu agarrar-se aos ramos de um arbusto selvagem que crescia entre as gretas. Mas os braços começaram a se debilitar e ele sabia que em algum momento cairia no abismo da morte.

Enquanto se agarrava à vida, reparou que dois ratos começaram a roer o tronco, sendo consciente de que seu destino o conduziria finalmente até as garras do dragão.

Entretanto, o homem se consolava lambendo as gotas de mel que achava sobre as folhas do arbusto. Porém logo essa sensação doce e prazenteira, própria do epicurista (comer, beber, dormir…), se transformou em um amargo sabor incapaz de distraí-lo de seu trágico destino: o dragão da morte.

A razão levou a Tolstoi, com efeito, como muitos outros homens, à conclusão de que a vida era absurda.
Só quando o escritor começou a olhar para cima, enquanto permanecia suspenso nos ramos da vida, conseguiu se libertar do medo.
Sobre sua cabeça achou então o sustento de uma robusta coluna. Esse pilar salvador não era outro que a fé em Deus; ou como a definia o próprio Tolstoi: “O conhecimento do sentido da vida humana, graças ao qual o homem não se aniquila, mas vive”.
Quem se engana a si mesmo, cedo ou tarde acaba se desiludindo para bem ou para mal. E na Espanha, hoje mais que nunca, também é necessário Deus.

Por:José Maria Zavala, zavala.blog@gmail.com, é autor, editor e responsável pelo Blog Oro Fino, alojado no espaço da web de http://www.religionenlibertad.com

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