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Kasper e sua misericórdia

José Maria Zavala- 23 fevereiro 2014-religionenlibertad.com

Nunca pensei que chegaria o momento em que o Padre Santiago Martin, consultor do Pontifício Conselho para a Família e fundador dos Franciscanos de Maria, tivesse que advertir publicamente que não é um herege nem um retrógrado por defender a Palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Convido todos os leitores e seguidores deste portal para que vejam e escutem, se já não o fizeram, as inspiradas palavras deste sacerdote probo no vídeo de ‘Religión en Libertad’. Não tem desperdício.

Permanecer em silêncio neste caso é papel de cobarde, além de uma grave omissão. Somo por isso minha modesta voz, mesmo com o risco de ser taxado de herege ou de retrógrado, a deste valeroso clérigo que discorda, Evangelho na mão, do cardeal alemão Walter Kasper. O Senhor pagará na medida ao Padre Santiago.

Como se quisesse se curar da saúde, Kasper já advertiu antes do Sínodo: “O Papa me disse que devia fazer perguntas para pensar, não dar soluções”. E acrescentou: “A situação tem mudado muito em nossa sociedade ocidental e se apresentam novas situações e agora o Sínodo deve lhes perguntar”.

E o que perguntou o purpurado alemão aos cardeais e bispos? Algo insólito para um grande teólogo, como asseguram que ele é: Deve se administrar o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo aos divorciados que voltaram a casar sem nulidade matrimonial? Ou o que é o mesmo: Podem comungar todos ou alguns dos que convivem em pecado mortal com outra pessoa que não é seu marido ou esposa diante de Deus?

Que história é essa agora de Kauser questionar a doutrina da Santa Madre Igreja? Não disse por acaso Jesus para a mulher adúltera: “Vai e não peques mais”? Por que disfarçar de caridade o que para todas luzes é um sacrilégio?

Jamais teria imaginado que um cardeal da Igreja Católica fosse capaz de lançar uma carga de profundidade semelhante, suscitando de passagem uma enorme confusão; como tampouco me caberia na cabeça que perguntasse em um sínodo se é lícito para um católico roubar, mentir ou abortar.

A propósito de abortar, o Pe. Santiago Martin adverte, sagaz, de que o maior genocídio da história começou quando se recorreu a casos extremos e lacrimogênios para justificar o assassinato de inocentes: violação, risco de morte para a mãe, mal formações do feto… Até chegar ao grande filtro que segue sendo hoje o suposto dano psíquico para a mãe. Quem teria pensado que o aborto, ou seja o crime, chegaria a se converter em um direito mais importante inclusive que o da vida?

É óbvio que quando se abre uma fresta, se corre o risco de abrir a porta inteira. Recordemos, neste sentido, que o próprio Kasper referiu, pouco antes do Sínodo, o caso de uma divorciada que volta a casar que morria de vontade de comungar no dia da Primeira Comunhão de seu filho. Como iam negar a ela a Comunhão em sua diocese alemã, apelando para a misericórdia?

Como disse o provérbio, “pela caridade entra a peste”. E disso quem mais sabe é o demônio. Rezemos.

Mais informação em: https://www.facebook.com/josemariazavalaoficial

José Maria Zavala, zavala.blog@gmail.com, é autor, editor e responsável pelo Blog Oro Fino, alojado no espaço da web de http://www.religionenlibertad.com

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