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A FUNDADORA DOS «FOYERS DE CHARITÉ»

Marthe Robin foi declarada «venerável» pelo Papa

O porta-voz da Conferência Episcopal da França, Mons. Bernard Podvin, comunicou em uma nota de imprensa, que em 7 de novembro de 2014 a Congregação para a Causa dos Santos foi autorizada pelo Papa Francisco para promulgar um decreto em que se declaram as virtudes heroicas de Marthe Robin (1902-1981), uma leiga francesa, fundadora da Associação dos «Foyers de Charité».
11/12/14

(C. Ep. de Francia/JM Iraburu/InfoCatólica) A Nota de imprensa da Conferência Episcopal diz assim.
«Antes de ser proclamada “venerável”, a vida de Marthe Robin foi objeto de uma investigação iniciada em 1986. A Causa de beatificação deu lugar a mais de 17.000 páginas com numerosos testemunhos e informações, e foi examinada por uma comissão de teólogos e cardeais em Roma. Esta comissão se pronunciou por um reconhecimento das virtudes heróicas de Marthe Robin.

Virtudes heróicas

«O “heroísmo das virtudes” assinala o estado de uma pessoa que se entregou totalmente a Deus e aos outros sem nada de egoísmo, frente às situações difíceis da vida, com uma força que não é simplesmente humana. Assim, a vida de Marthe Robin foi proposta de agora em diante, como exemplo aos cristãos, mesmo que não possa ser ainda objeto de culto.
«O Postulador da Causa da Beatificação, o Pe. Peyrous, apresentará logo em Roma os detalhes de um milagre obtido por intercessão de Marthe Robin. Se a comissão encarregada de estudá-lo reconhecer a validade deste milagre, o Papa poderá então declará-la “Beata”.

Uma vida oculta e extraordinária

«No ano de 1920, nasceu Marthe, em Chateauneuf-de-Galaure (França), povoado ao sul de Lyon, em uma família de campesinos modestos. Aos 16 anos se vê afetada por uma enfermidade paralisante e progressiva. Desde os 18 anos até sua morte em 1981, permaneceu na cama em seu quarto. Porém em meio aos seus sofrimentos, experimentou o amor e a bondade de Deus com benefícios de graças místicas muito notáveis. A irradiação de sua vida atraiu a ela mais de 100.000 visitantes de todas as classes sociais, também autoridades da Igreja e dos meios intelectuais. Ela escutava, aconselhava, confortava e rezava por eles.
«Aos 31 anos, Cristo a moveu para criar uma obra nova, “les Foyers de Charité”, que participariam na renovação da Igreja no espírito do futuro Concílio, o Vaticano II. Começou a obra em 1936 com a ajuda de um sacerdote, o Pe. Georges Finet.
Hoje, 76 Foyers dispersos em 40 países, reúnem solteiros, casados y sacerdotes, que vivem em comunidade. Sua missão principal é a oração e a celebração de retiros espirituais. Igualmente, Marthe Robin ajudou na fundação de numerosas comunidades e movimentos de grande importância hoje para a Igreja na França.
«Cada ano, várias dezenas de milhares de pessoas chegam para visitar o quarto onde Marthe viveu em Chateauneuf-de-Galaure. No mundo são numerosos os que encontram em sua vida um modelo de fé e esperança».

Caminho da Beatificação

Marthe Robin foi uma das maiores figuras da Igreja na França no século XX. Sobre ela se tem escrito várias biografias muito valiosas, entre as que destacam as de Jean Guitton, Jean-Jacques Antier e Raymond Peyret. A deste último tem um título muito significativo: Prends ma vie, Seigneur. La longue messe de Marthe Robin.
Também foram dedicados nos últimos anos muitos artigos em revistas e na imprensa. Em um artigo recente de Jean-Marie Guenois (Le Figaro, 9/XI/2014), Marthe Robin, no caminho para a beatificação, se informa de que já o Procurador dea Causa apresentou em Roma um possível milagra realizado por sua mediação.

Seu alimento único era a Eucaristia

Marthe ouvia e falava, e por isso podia receber tantos visitantes em seu quarto quase às escuras, por causa da doença de seus olhos, que a reduzia a uma quase cegueira. No citado artigo de Guenois se informa de que «Marthe Robin, paralisada, “não podia se alimentar”, e vivia, como afirma hoje a Igreja, “só da comunhão eucarística” […] Além disso, ela “vivia de novo cada sexta-feira a paixão de Cristo”, “com aparição de estigmas”. Hoje a Igreja afirma, o que é muito raramente reconhecido oficialmente, como o foi com grandes santos da altura de Francisco de Assis, Catarina de Sena ou do Padre Pio».

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